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Publicação: 22.07.2026 .::. Atualização: 23.07.2026 2 min. de leitura

5 coisas que você precisa saber sobre o ceratocone

Close-up lateral de um olho com íris azul-clara e cílios em destaque, ilustrando coisas que você precisa saber sobre o ceratocone.

Se a sua visão está embaçada mesmo com os óculos que você fez há pouco tempo, não adianta coçar os olhos pra tentar enxergar melhor… até porque, pode ser ceratocone.

O ceratocone é uma doença que atinge a córnea e tem efeito progressivo.

A doença age remodelando e afinando a córnea, tirando seu formato arredondado e formando uma curvatura parecida com a de um cone.

Conhecer mais sobre o ceratocone é fundamental para identificar os possíveis sinais e, também, combater a doença com informação e prevenção.

Dá uma olhadinha nessas 5 informações que separamos pra você:

1. Ceratocone acontece na pré-adolescência

O ceratocone em casos muito raros acontece depois da adolescência. Ainda assim, é essencial o acompanhamento médico.

2. Coçar os olhos pode ajudar na progressão da doença

Se seus olhos estiverem coçando, evite a tentação. A coceira pode forçar a córnea, fazendo com que o ceratocone alcance estágios mais avançados, mais rápido.

3. Ceratocone tem tratamento

Existem diversas opções de tratamento, porém, sempre deverá ser analisado individualmente. Podem ser óculos, lentes de contato específicas para ceratocone, implante de anéis intracorneanos ou até mesmo a cirurgia crosslinking.

Converse com seu oftalmologista sobre a melhor opção para o seu caso!

4. Ceratocone não causa cegueira total

A progressão do ceratocone faz com que os níveis de miopia e astigmatismo sejam elevados mais rapidamente, ou seja, tem grande impacto na qualidade da sua visão. Porém, a doença não é capaz de deixar o paciente com cegueira total

Considere: cegueira total é definida pela perda completa da visão, sem percepção visual de forma e de luz.

5. A doença pode ser hereditária

Não se engane, qualquer pessoa pode ter ceratocone. Porém, fatores genéticos podem ser um ponto de atenção, visto que pacientes com histórico familiar da doença têm maior propensão a doença.

Agora que você conhece mais sobre o ceratocone, que tal espalhar essa informação?

Quanto mais pessoas souberem sobre a doença, maiores as chances de conseguirmos combater as consequências mais graves pela falta de diagnóstico.

RT: Dr. Ivan Corso Teixeira – CRM/SP 135997 – RQE 43583

Publicado por Editorial

Conteúdos em foco

Mulher negra com os olhos fechados toca a lateral do rosto, enquanto marcações tracejadas sobre uma das pálpebras indicam a área de planejamento da blefaroplastia.
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22.07.2026 .::. 3 min de leitura

Blefaroplastia tudo o que você precisa saber

Todo mundo sabe que o tempo deixa marcas de diversas maneiras, e na nossa pele não é novidade que não seja diferente.

A flacidez é uma das maiores queixas de mulheres e homens, e quando falamos especificamente da região dos olhos, o aspecto marcado por ela é de olhos cansados ou envelhecidos. Entretanto, nem sempre o problema é a flacidez.

O excesso de pele ou gordura na região das pálpebras também deixa sua marca, causando grandes desconfortos.

1. Mas afinal, o que é a blefaroplastia?

É um procedimento que retira esses excessos mencionados anteriormente, melhorando não apenas a autoestima, mas também a saúde dos olhos.

Isso porque a queda da pálpebra, seja por flacidez, pele ou gordura, compromete o campo visual. Em outras palavras, você enxerga menos do que poderia.

2. Como é feita a blefaroplastia?

Se você ficou interessado, a boa notícia é que é um procedimento simples. A blefaroplastia geralmente é realizada no próprio consultório e não há internação, a liberação é feita no mesmo dia.

A cirurgia dura, em média, 1 hora. Depois dos exames necessários e da avaliação do especialista, a cirurgia já poderá ser marcada.

No dia, o oftalmologista aplica a anestesia local ou sedação, faz as marcações na região que será operada (seja na pálpebra superior, inferior ou ambas) e então se inicia o procedimento.

3. Quais as indicações para a blefaroplastia?

A blefaroplastia é indicada para homens e mulheres em qualquer idade, desde que haja indicação de um oftalmologista.

A cirurgia é mais comum em pacientes acima de 40 anos devido ao início do processo de envelhecimento, porém, pessoas mais jovens podem também optar pela blefaroplastia.

Em todos os casos, uma série de exames deve ser realizada para garantir que os resultados serão satisfatórios e que não haverá comprometimento da saúde ocular.

4. Quais os cuidados antes e depois da cirurgia?

No pré-operatório, é necessário:

Suspender o uso de medicações anticoagulantes pela quantidade de dias indicadas pelo médico;
Não usar maquiagem no dia da cirurgia;
Não fumar ou beber no dia anterior e no dia da cirurgia;

Já no pós-operatório:

Utilize os medicamentos indicados pelo médico;
Aplicar compressas frias para diminuir o inchaço;
Não coçar os olhos;
Utilize óculos escuros e evite a exposição ao sol, poeira e vento;
Mantenha alimentação padrão.

IMPORTANTE: Cada caso é analisado individualmente e os cuidados durante o processo podem mudar. Converse com seu médico.

A blefaroplastia é um dos procedimentos mais realizados no Brasil e precisa ser realizada com segurança por um profissional especializado. Por isso, escolha o H.Olhos para cuidar da sua autoestima e da saúde dos seus olhos.

Quer saber mais sobre a blefaroplastia? Entre em contato com a nossa equipe e tire suas dúvidas!

Close-up do rosto de uma mulher branca com heterocromia, apresentando um olho castanho e outro verde, em imagem relacionada a doenças oftalmológicas.
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22.07.2026 .::. 4 min de leitura

Cinco doenças oftalmológicas raras

Existem inúmeras doenças estranhas que podem acometer o olho. Por isso, é sempre bom visitar periodicamente o oftalmologista e fazer todos os exames de rotina.

Sete em cada 74 mil bebês nascem com a Síndrome do olho de gato, uma doença hereditária extremamente rara na área da oftalmologia. Esta é apenas uma das inúmeras doenças incomuns que podem afetar o olho. A Dra. Tania Aleksandra Gomes da Silva, que integra o corpo clínico da CERPO, relaciona cinco doenças que a maioria das pessoas nunca ouviu falar.

OLHOS VERMELHOS NOS ALBINOS

O albinismo é uma doença genética, caracterizada pela produção insuficiente ou falta de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele, cabelo e olhos. Como uma pessoa albina apresenta a falta desse pigmento na íris (a parte colorida do olho), os olhos podem ser azuis ou cinzas muito pálidos. A falta de melanina também pode fazer com que a íris fique transparente o suficiente para permitir que os vasos sanguíneos apareçam, dando a impressão de que os olhos são vermelhos ou rosas. Além de causar fotofobia (sensibilidade à luz), a ausência de melanina também provoca outras doenças oculares, tais como: deficiência visual (miopia e hipermetropia e baixa visão); astigmatismo; estrabismo e nistagmo – movimento rápido dos olhos. Não existe um tratamento definitivo para o albinismo.

HETEROCROMIA OCULAR

A heterocromia ocular é definida como uma anomalia genética na qual o indivíduo apresenta olhos de cores distintas, ou duas cores em um mesmo olho. Rara em humanos, essa condição afeta 11 em cada 1.000 pessoas na América. Há três tipos diferentes de heterocromia do olho: completa (cada olho de uma cor), setorial (duas cores diferentes na mesma íris, sendo uma predominante) e central (dois ou mais “círculos” de cores diferentes na mesma íris). Embora o elemento genético esteja relacionado a essa condição, na maioria dos casos, outros fatores podem levar à heterocromia, como a síndrome de Waardenburg, que gera surdez e incita essa alteração. Mais comumente, lesões ou derrames podem acarretar modificações na quantidade de melanina presente na retina, provocando a anomalia. Não existe tratamento específico, contudo, lentes de contato podem ser usadas para equiparar as cores.

SÍNDROME DO OLHO DE GATO

O termo “olho de gato” está relacionado à semelhança com o olho de um felino. Porém, nem todos os portadores da síndrome apresentam a má formação ocular. Também conhecida por Coloboma Ocular, é uma doença hereditária (o portador herda material genético de um dos pais) associada ao cromossomo 22. Extremamente rara, com estimativa de prevalência de 7/74.000 nascimentos, ela surge, geralmente, no período neonatal (após o nascimento) ou na infância. O diagnóstico é feito por meio de testes genéticos, podendo ser confirmado, inclusive, na fase pré-natal. Além dos olhos, essa síndrome também pode afetar a epiderme junto das orelhas, no ânus, no coração e nos rins, além de trazer déficits cognitivos. 

PARALISIAS OCULOMOTORAS

Quando a condução dos impulsos nervosos, que movimentam os músculos extraoculares, se encontra alterada, a contração muscular é prejudicada. Se a interrupção do fluxo nervoso é total, sem movimento no campo de ação do músculo afetado, estabelece a presença de uma paralisia. A origem pode ser congênita ou após traumatismos (cranianos ou orbitários), acidentes vasculares (hipertensão, diabetes), processos inflamatórios (celulite, meningite), ou compressivos (tumor, aneurisma). Além disso, podem ter origem em doenças do próprio músculo (miastenia). Dos tipos de paralisia ocular, a mais comum é a Paralisia de Bell, que consiste em uma anomalia do nervo facial, ocasionando uma abrupta debilidade ou paralisia dos músculos de um lado da face.

POLICORIA

Condição das mais raras, ocorre quando a pessoa apresenta várias pupilas na mesma íris de um dos olhos, sendo que cada uma delas é envolta por músculos esfincterianos independentes. A causa mais comum é de origem hereditária, presente na Síndrome de Axenfeld Rieger, geralmente, ou adquirida em casos de traumatismos oculares, com a formação de pseudopupilas. O tratamento pode ser feito por meio de um planejamento cirúrgico para a confluência das pupilas ou com o uso de lentes de contato de colorações específicas.