agendar pelo site
Holhos

Publicação: 22.07.2026 .::. Atualização: 23.07.2026 5 min. de leitura

Alergias e infecções nos olhos: 8 dicas para evitar o problema

Mulher branca, loira, com expressão de dor e um dos olhos fechados, leva a mão ao rosto como se estivesse sentindo irritação ocular, em imagem que representa infecções nos olhos. No canto inferior direito, aparece o logotipo "H.Olhos".

Especialista do H.Olhos – Hospital de Olhos orienta sobre cuidados básicos que fazem a diferença para manter a saúde dos olhos

Os olhos são responsáveis por traduzir para o cérebro cerca de 80% das informações que recebemos, transformando a luz emitida pelos objetos em uma imagem nítida na retina. Por isso é importante o acompanhamento oftalmológico para evitar alergias e infecções nos olhos.

A Dra. Luciana Olivalves, especialista em córnea e doenças oculares externas do H.Olhos – Hospital de Olhos, elenca oito dicas, que fazem a diferença no zelo com os olhos, evitando alergias e infecções. Confira!

1. Mantenha os cílios e pálpebras limpas

Poucas pessoas se atentam à higienização dos cílios e das pálpebras. É preciso limpá-los com soluções específicas ou com xampu neutro diluído em água morna.

Sem essa higienização, a oleosidade em excesso, produzida pelas glândulas da borda palpebral, acumulará gordura, levando à obstrução das glândulas (hordéolo/terçol), evaporação da lágrima (olho seco evaporativo) e aumento do número de bactérias.

2 Tome cuidado com maquiagem

A maquiagem é feita para embelezar, porém, sem removê-la com produtos adequados, pode obstruir as glândulas da margem palpebral.

Além disso, pode gerar inflamação local, irritação da conjuntiva e da córnea, ou seja, aumentando o risco de alergias e infecções nos olhos e nas áreas próximas.

3. Lave bem as mãos

As mãos são portas para bactérias, vírus e outras substâncias que podem causar irritaçōes, alergias e quadros infecciosos.

Lavar as mãos com frequência e evitar colocá-las nos olhos são medidas importantes para prevenir doenças.

4. Não utilize colírio sem indicação médica

A automedicação é um erro que em muitos casos pode levar a complicações severas. O uso indiscriminado de colírios provoca problemas, como:

  • conjuntivite química;
  • ceratite medicamentosa;
  • aumento da pressão intraocular;
  • catarata;
  • olho vermelho crônico por efeito rebote (causado por colírios contendo vasoconstritores).

Os lubrificantes oculares ou lágrimas artificiais podem ser usados no dia a dia, preferencialmente, os sem conservantes.

5. Não compartilhe objetos pessoais

Ao compartilhar objetos pessoais, doenças como conjuntivites virais e bacterianas podem ser transmitidas.

Não se deve usar objetos de outras pessoas, como toalha de rosto, maquiagem e até mesmo colírios, pois favorecem o contágio.

6. Evite água boricada e soro fisiológico

A água boricada não deve ser usada nos olhos, pois contém ácido bórico em sua composição, o que pode causar alergias e ser um agravante  da inflamação.

O soro fisiológico, apesar de se parecer mais com a lágrima, contém sal (sódio), podendo ser uma fator irritativo aos olhos já inflamados.

O ideal é usar água mineral ou filtrada, além dos colírios lubrificantes.

7. Atenção às lentes de contato

Usuários de lentes de contato devem redobrar o cuidado, pois, em caso de descuido,  podem ser infectados pelo protozoário Acanthamoeba, encontrado na água da torneira, no soro fisiológico e no estojo das lentes, quando não armazenadas  e cuidadas adequadamente.

Esse protozoário pode gerar ceratite, que, normalmente, demanda tratamento de no mínimo seis meses, além de reduzir significativamente a visão do paciente.

Além de lavar bem as mãos, higienizar e guardar corretamente as lentes em soluções adequadas, é preciso trocá-las no tempo correto. Por isso, siga sempre as orientações do seu oftalmologista e do fabricante. O uso prolongado e o costume de dormir com as lentes elevam os riscos de infecção e de intolerância em longo prazo.

Para diminuir os riscos, há produtos específicos para higiene das lentes, que eliminam bactérias, fungos e protozoários.

8. Óculos são de uso individual

Os óculos devem se encaixar anatomicamente ao rosto e aos olhos, funcionando como proteção a qualquer exposição.

Para quem gosta de nadar, por exemplo, os óculos devem ter uma vedação adequada, impedindo o contato dos olhos com a água, mas sem gerar pressão no globo ocular.

Os óculos escuros, por outro lado, são um aliado contra o sol. O acessório deve filtrar entre 99% e 100% de toda a radiação UV (abaixo dos 400 nm), filtrar a radiação azul (entre 400 e 500 nm) e cobrir a região ao redor dos olhos.

Além disso, os óculos escuros auxiliam no combate ao envelhecimento da pele das pálpebras. Entretanto, é importante ressaltar que produtos de procedência duvidosa, sem garantia e nota fiscal, não devem ser utilizados.

É fácil evitar alergias e infecções nos olhos?

A resposta é sim! Ao menos de acordo com a especialista da H.Olhos, Dra. Luciana Olivalves.

“Essas são dicas simples, mas eficientes para prevenir as alergias e infecções nos olhos. Contudo, uma visita anual ao oftalmologista é imprescindível, sejam crianças, adultos ou idosos.”, finaliza a profissional.

Publicado por Editorial

Conteúdos em foco

Mulher vista de costas, entra no mar entre ondas azuis, em imagem que remete aos cuidados com os olhos no mar e piscina.
Holhos

22.07.2026 .::. 3 min de leitura

Água do mar e piscina curta sem riscos!

A época mais esperada do ano para quem gosta de calor, praia e piscina exige alguns cuidados. O período fica marcado pelos olhos vermelhos e irritados devido contato com a água do mar ou da piscina. Felizmente, temos algumas dicas que lhe ajudarão a evitar problemas.

  • Banho de mar e Piscinas

Após o banho de mar ou piscina o olho costuma ficar irritado. Para isso recomendamos que você peça para seu oftalmologista um colírio lubrificante para ser utilizado assim que você sair da água. Outra recomendação é não coçar os olhos, evitando, assim, o risco de lesões por agentes que estejam na superfície ocular.

  • Lentes de contato

Para usuários de lentes de contato, é recomendada a opção pelos modelos de descarte diário, com proteção UV, que oferecem menos riscos de contaminações.

Não abra os olhos dentro d’água

Abrir os olhos dentro da piscina acaba facilitando a irritação e o contágio de doenças infecciosas. Na água das piscinas é muito comum ter grandes quantidades de cloro, resíduos de terra, areia e urina que podem irritar os olhos, somado ao fato que vírus e bactérias são transmitidos facilmente através da água.

Apenas com óculos de natação está liberado ok?

Evite entrar na água quando estiver com irritação nos olhos

Um dos principais motivos para o contágio da conjuntivite na água é a utilização de alguém infectado. Porém, é o próprio doente que corre mais riscos, uma vez que o quadro pode apresentar piora dos sintomas e a doença progredir.

Sendo assim, o melhor é realizar o tratamento indicado pelo seu médico e somente voltar às atividades normais após estar curado.

  • Água limpa sempre à mão

Tenha uma garrafa com água doce por perto, principalmente na praia, para lavar os olhos depois do banho de mar. A água também serve para lavar os olhos em caso de contato com areia, que pode causar irritação e/ou alergia.

  • Evite contato direto dos olhos com a água do mar e da piscina

Tanto a água do mar quanto a da piscina podem estar contaminadas com bactérias causadoras de irritação e infecção ocular. Por isso, para garantir a alegria seu verão todo é importante tomar mais esses cuidados:

– Evite ficar com os olhos abertos debaixo d’água, seja no mar, seja na piscina;

– Se houver qualquer indicação de que a praia esteja imprópria para banho, não entre no mar;

– Se quiser abrir os olhos debaixo d’água, utilize óculos apropriados para a prática de esportes aquáticos;

– Espere no mínimo duas horas antes de entrar em uma piscina higienizada com cloro.

Caso sinta algum incomodo ou tenha uma emergência oftalmológica dirija-se para um de nossos hospitais.

Nos prontos-socorros das unidades H.Olhos ABC e H.Olhos Paulista são avaliadas e tratadas desde simples irritações oculares até acidentes graves, que necessitam de exames e até cirurgias de alta complexidade. Confira os horários das unidades:

Pronto- socorro H.Olhos Paulista – 24 horas

Pronto- socorro H.Olhos ABC – Segunda à sexta das 07:00 às 22:00.  Sábados, domingos e feriados das 07:00 às 19:00.

Fora destes horários, os atendimentos de urgência deverão se direcionar ao H.Olhos Paulista.

Close-up de um homem branco com os olhos vermelhos e irritados, ao lado de ilustrações do coronavírus e da pergunta "CONJUNTIVITE PODE SER SINAL DE CORONAVÍRUS?".
Holhos

22.07.2026 .::. 3 min de leitura

Conjuntivite X coronavírus

Foi divulgado recentemente pela Academia Americana de Oftalmologia (AAO) um alerta para toda a comunidade médica sobre um sintoma raro, que pode estar associado ao novo coronavírus e tem passado despercebido, a conjuntivite.

Assim como o nariz e a boca, os olhos podem ser um ponto de entrada para o coronavírus infectar uma pessoa e relatórios sugerem que o vírus COVID-19 pode causar uma conjuntivite folicular leve, comum em outras causas virais, e possivelmente pode ser transmitida pelo contato.

Outro dado que chamou a atenção dos especialistas e reforça a afirmação dos sintomas oftalmológicos relacionados ao COVID-19 foi um estudo, publicado no Journal of Virology, que analisou 30 pacientes com Covid-19 na China e descobriu que um paciente tinha conjuntivite, enquanto os outros 29 apresentava o coronavírus nas secreções oculares.

Para ajudar na contenção do vírus, e sendo ponto de muita atenção para todos os nossos oftalmologistas e orientações da chefia, a higienização de aparelhos e toda área de atendimento tem sido reforçada. A AAO diz que o vírus que causa o Covid-19 provavelmente é suscetível aos mesmos desinfetantes à base de álcool e alvejantes que os oftalmologistas comumente usam para desinfetar instrumentos oftalmológicos e móveis de escritório, portanto, não se preocupe, estamos tomando todos os cuidados necessários.

Para os usuários de lentes de contato a sugestão é que as troquem por óculos, por enquanto, para impedir o contato desnecessário das mãos com os olhos.

Para os usuários de óculos, a orientação é para que os higienizem frequentemente com água e sabão.

Para os pacientes comuns, evitem o contato das mãos com a área do rosto, cuidado especial para olhos, nariz e boca.

A AAO ressalta que as descobertas são preliminares e que a conjuntivite é um sintoma raro em comparação com outros sintomas como tosse seca, febre e falta de ar.

Devemos observar que se trata de uma doença ainda pouco conhecida e suas manifestações estão sendo avaliadas e reconhecidas dia a dia, portanto se atente aos sintomas oculares.

Mas caso você apresente algum dos sintomas de conjuntivite:

  • Ardência;
  • Coceira;
  • Embaçamento da visão;
  • Inchaço das pálpebras;
  • Lacrimejamento;
  • Olho vermelho;
  • Secreções;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Sensibilidade à luz.

Direcione-se ao pronto-socorro do Grupo H.Olhos, informe a recepcionista e utilize a máscara de proteção.

Equipamento oftalmológico branco em consultório, com as inscrições "Alcon" e "Valeda PBM", utilizado em tratamento para DMRI.
Holhos

22.07.2026 .::. 3 min de leitura

Conheça o Valeda: uma nova possibilidade de tratamento para DMRI

Esse é o nome do aparelho responsável por essa novidade. Apesar do nome complicado, você pode chamar só de Valeda.

Usando técnicas de fotobiomodulação (FBM), o aparelho aplica ondas de luz em locais afetados pelas células doentes.

Como o aparelho funciona?

O processo de envelhecimento das células oculares tem um papel fundamental na progressão da Degeneração Macular Relacionada à Idade.

Essa tecnologia de fotobiomodulação (FBM) recupera as células mortas por meio de estímulos de produção de energia, fazendo com que assim, elas possam voltar a funcionar e desempenhar sua função para uma boa saúde ocular.

Como o tratamento é feito?

O Valeda é um tratamento realizado no próprio consultório, que pode ser realizado em um ou em ambos os olhos, conforme for necessário.

São realizadas, geralmente, 9 aplicações totais por olho com intervalos de 2 dias.

Porém, é essencial ressaltar que a quantidade de aplicações será indicada pelo oftalmologista, depois de analisar os resultados dos exames necessários.

Um procedimento rápido que dura, em média, 5 minutos por aplicação e o paciente pode ser liberado para suas atividades normais logo após a consulta.

Quem pode optar pelo Valeda?

A indicação de uso deve ser confirmada depois da realização dos exames necessários e a avaliação do especialista, mas a boa notícia é que todo paciente diagnosticado com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é um candidato ao tratamento.

É possível realizar o tratamento no CEOSP, uma unidade H.Olhos que está localizada na Zona Sul de São Paulo.

Você enxerga pontinhos pretos flutuando? Entenda o que é!

Não é novidade que nossos olhos possuem uma estrutura interna complexa, mas uma parte dela que você talvez não conheça é o vítreo.

Vítreo é um fluido que fica em contato direto com a retina fornecendo sustentação, e ajuda a manter o formato dos olhos.

Esse fluido também é uma das principais causas das moscas volantes, esses famosos pontinhos pretos flutuantes.

Qual a relação entre eles?

Quando o vítreo se separa da retina, esse líquido gelatinoso é liberado com pequenas partículas, que são as moscas volantes.

Essa separação pode ter diversas causas, como: traumas oculares, complicações pós-cirúrgicas e até mesmo a idade avançada.

É perigoso? Devo me preocupar?

As moscas volantes podem sinalizar problemas mais graves como descolamento de retina, ou até mesmo por situações do dia a dia como uma sujeirinha que entrou nos olhos.

O indicado é prestar atenção na quantidade e se persistem por tempo prolongado.

Existe tratamento?

Sim! Mas claro, o tratamento ideal dependerá da causa principal.

Se as mosquinhas começaram a aparecer e não foram embora, procure um oftalmologista imediatamente.

RT: Dr. Ivan Corso Teixeira – CRM/SP 135997 – RQE 43583