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Holhos

Publicação: 22.07.2026 .::. Atualização: 23.07.2026 4 min. de leitura

Cinco doenças oftalmológicas raras

Close-up do rosto de uma mulher branca com heterocromia, apresentando um olho castanho e outro verde, em imagem relacionada a doenças oftalmológicas.

Existem inúmeras doenças estranhas que podem acometer o olho. Por isso, é sempre bom visitar periodicamente o oftalmologista e fazer todos os exames de rotina.

Sete em cada 74 mil bebês nascem com a Síndrome do olho de gato, uma doença hereditária extremamente rara na área da oftalmologia. Esta é apenas uma das inúmeras doenças incomuns que podem afetar o olho. A Dra. Tania Aleksandra Gomes da Silva, que integra o corpo clínico da CERPO, relaciona cinco doenças que a maioria das pessoas nunca ouviu falar.

OLHOS VERMELHOS NOS ALBINOS

O albinismo é uma doença genética, caracterizada pela produção insuficiente ou falta de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele, cabelo e olhos. Como uma pessoa albina apresenta a falta desse pigmento na íris (a parte colorida do olho), os olhos podem ser azuis ou cinzas muito pálidos. A falta de melanina também pode fazer com que a íris fique transparente o suficiente para permitir que os vasos sanguíneos apareçam, dando a impressão de que os olhos são vermelhos ou rosas. Além de causar fotofobia (sensibilidade à luz), a ausência de melanina também provoca outras doenças oculares, tais como: deficiência visual (miopia e hipermetropia e baixa visão); astigmatismo; estrabismo e nistagmo – movimento rápido dos olhos. Não existe um tratamento definitivo para o albinismo.

HETEROCROMIA OCULAR

A heterocromia ocular é definida como uma anomalia genética na qual o indivíduo apresenta olhos de cores distintas, ou duas cores em um mesmo olho. Rara em humanos, essa condição afeta 11 em cada 1.000 pessoas na América. Há três tipos diferentes de heterocromia do olho: completa (cada olho de uma cor), setorial (duas cores diferentes na mesma íris, sendo uma predominante) e central (dois ou mais “círculos” de cores diferentes na mesma íris). Embora o elemento genético esteja relacionado a essa condição, na maioria dos casos, outros fatores podem levar à heterocromia, como a síndrome de Waardenburg, que gera surdez e incita essa alteração. Mais comumente, lesões ou derrames podem acarretar modificações na quantidade de melanina presente na retina, provocando a anomalia. Não existe tratamento específico, contudo, lentes de contato podem ser usadas para equiparar as cores.

SÍNDROME DO OLHO DE GATO

O termo “olho de gato” está relacionado à semelhança com o olho de um felino. Porém, nem todos os portadores da síndrome apresentam a má formação ocular. Também conhecida por Coloboma Ocular, é uma doença hereditária (o portador herda material genético de um dos pais) associada ao cromossomo 22. Extremamente rara, com estimativa de prevalência de 7/74.000 nascimentos, ela surge, geralmente, no período neonatal (após o nascimento) ou na infância. O diagnóstico é feito por meio de testes genéticos, podendo ser confirmado, inclusive, na fase pré-natal. Além dos olhos, essa síndrome também pode afetar a epiderme junto das orelhas, no ânus, no coração e nos rins, além de trazer déficits cognitivos. 

PARALISIAS OCULOMOTORAS

Quando a condução dos impulsos nervosos, que movimentam os músculos extraoculares, se encontra alterada, a contração muscular é prejudicada. Se a interrupção do fluxo nervoso é total, sem movimento no campo de ação do músculo afetado, estabelece a presença de uma paralisia. A origem pode ser congênita ou após traumatismos (cranianos ou orbitários), acidentes vasculares (hipertensão, diabetes), processos inflamatórios (celulite, meningite), ou compressivos (tumor, aneurisma). Além disso, podem ter origem em doenças do próprio músculo (miastenia). Dos tipos de paralisia ocular, a mais comum é a Paralisia de Bell, que consiste em uma anomalia do nervo facial, ocasionando uma abrupta debilidade ou paralisia dos músculos de um lado da face.

POLICORIA

Condição das mais raras, ocorre quando a pessoa apresenta várias pupilas na mesma íris de um dos olhos, sendo que cada uma delas é envolta por músculos esfincterianos independentes. A causa mais comum é de origem hereditária, presente na Síndrome de Axenfeld Rieger, geralmente, ou adquirida em casos de traumatismos oculares, com a formação de pseudopupilas. O tratamento pode ser feito por meio de um planejamento cirúrgico para a confluência das pupilas ou com o uso de lentes de contato de colorações específicas.

Publicado por Editorial

Conteúdos em foco

Mulher branca, de cabelos longos e escuros, mantém os olhos fechados enquanto toca suavemente o rosto, em imagem relacionada ao tratamento FRAXX.
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22.07.2026 .::. 2 min de leitura

Uma nova opção para tratar sua pele: conheça o FRAXX

Uma das soluções mais modernas que existe no mercado, o FRAXX possui diversos benefícios para a sua pele.

Diferente das outras tecnologias, o FRAXX age em pontos específicos da pele e não na superfície inteira, tornando a cicatrização mais rápida e o efeito mais potente.

O que é o FRAXX?

Também conhecido como radiofrequência fracionada, é um procedimento que age no rejuvenescimento da pele, estimulando a produção de colágeno.

Como funciona o FRAXX?

O FRAXX é realizado por um pequeno aparelho que emite ondas eletromagnéticas em diferentes potências, agindo em camadas mais profundas da pele.

O procedimento é realizado por pequenas perfurações fracionadas junto ao aquecimento causado pelas ondas.

Com exceção do microagulhamento do aparelho, não é necessário nenhum tipo de corte para o tratamento com FRAXX.

Pra que serve o FRAXX?

A radiofrequência fracionada é capaz de atuar de diversas formas, como:

  1. Melhora da firmeza da pele
    2. Tratamento da flacidez
    3. Melhora a aparência de rugas finas
    4. Melhora também cicatrizes e manchas

Existe alguma contraindicação?

Por ser realizado com ondas eletromagnéticas, existem contraindicações para o procedimento. Procure um oftalmologista para entender o seu caso.

O procedimento dói?

Não dói, mas é possível sentir um leve incômodo na região causado pelo microagulhamento.

Apesar de ser uma tecnologia recente, o FRAXX já é uma das principais procuras para tratamento de pele. A boa notícia é que você pode realizar a radiofrequência fracionada aqui no H.Olhos, com profissionais especializados e um espaço dedicado à sua autoestima.

Quer saber mais informações? Entre em contato com a nossa equipe e saiba mais!

RT: Dr. Ivan Corso Teixeira – CRM/SP 135997 – RQE 43583

Menina negra dorme abraçada a um bicho de pelúcia na cama, em imagem relacionada ao que acontece enquanto dormimos.
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22.07.2026 .::. 4 min de leitura

Sono: o que acontece enquanto dormimos?

O sono não é um período de plena tranquilidade para os olhos. Quando sonhamos, por exemplo, eles se movem rapidamente. O que mais acontece enquanto dormimos? 

O sono é uma das áreas mais jovens da ciência. Até a metade do século 20, os cientistas acreditavam que o cérebro se desligava totalmente, durante a noite, com o único objetivo de descansar. Hoje, sabemos que não é bem isso. Dormimos por três motivos: para economizar energia, para fazer a manutenção do corpo e para consolidar a memória. Como um elemento constituinte do corpo, os olhos também necessitam do sono e se beneficiam dele pelos mesmos motivos.

O sono é constituído de cinco estágios: 1, 2, 3, 4 e REM (sigla para Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos). “Normalmente, o sono começa no estágio 1 e passa pelos outros até atingir o sono REM, sendo que esse ciclo recomeça a cada 90-110 minutos. Em alguns estágios nosso corpo se movimenta, enquanto que em outros permanece completamente imóvel”, afirma o especialista do H.Olhos Paulista Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho. E acrescenta: “Nosso cérebro age de forma diferente em cada um dos estágios e alguns deles estão diretamente ligados à saúde da memória, concentração e até a problemas com estresse”.

Para entender melhor, Dr. Pedro esclarece o que acontece em cada estágio do sono:

Estágio 1: o sono é leve, a pessoa entra e sai do sono, podendo ser facilmente acordada. O movimento dos olhos e do corpo desacelera. Também pode-se experimentar o movimento espasmódico (contrações musculares repetidas) das pernas e de outros músculos. Este sono inicial, e os tais espasmos, podem causar as repentinas sensações de queda, que acordam a pessoa no susto.

Estágio 2: este estágio consome cerca de 50% do tempo de sono. O movimento dos olhos para, as ondas cerebrais (uma medida do nível de atividade do cérebro) se tornam mais lentas, o corpo esfria e os músculos começam a relaxar. Também há breves explosões de atividade cerebral associadas normalmente a espasmos musculares, chamadas de Fusos do Sono.

Estágio 3: primeira fase do sono profundo, quando há uma combinação de ondas cerebrais lentas, conhecidas como Delta, com ondas mais rápidas. Neste estágio pode ser muito difícil acordar uma pessoa e, se acordada, ela pode se sentir fraca e desorientada por vários minutos antes de recobrar plena consciência de seus arredores e ações.

Estágio4: é a segunda fase do sono profundo. O cérebro trabalha quase que exclusivamente com as ondas Deltas lentas — medições da atividade do cérebro normalmente associadas com o começo dos sonhos, ou seja, o descanso do cérebro das atividades do dia a dia. É muito difícil acordar alguém. Os dois estágios de sono profundo são importantes para a pessoa se sentir revigorada pela manhã. Portanto, se forem muito curtos, o sono não será satisfatório.

Sono REM: muito próximo da vigília, é quando acontecem os sonhos mais vívidos. Os olhos se movem rapidamente (Rapid Eye Movement), a atividade cerebral é semelhante a de quando se está acordado e o tônus muscular diminui consideravelmente. Neste estágio, o cérebro bloqueia os neurônios motores, conhecido como Paralisia do Sono, para que o corpo não obedeça as ordens sonhadas ou as encene. São cerca de 4 ou 5 períodos de REM, bem curtos no começo da noite e mais longos no final. É comum acordar por um curto período de tempo no fim de um acesso de REM. O tempo total de sono em REM dura de 90 a 110 minutos, por noite, para adultos. Quando acordadas, as pessoas se sentem, em geral, alertas, com maior índice de atenção ou mais dispostas e prontas para a atividade normal.

SAIBA MAIS:

Os estágios 1, 2, 3 e 4 são necessários principalmente para o descanso e relaxamento; também é quando ocorre a secreção do hormônio do crescimento, especialmente em crianças e adolescentes. Em geral, pessoas com problemas de insônia não conseguem passar do estágio 1 e aquelas com má qualidade de sono raramente completam o ciclo com o sono REM.

A quantidade relativa de sono REM diminui acentuadamente com a idade. Enquanto um bebê recém-nascido dorme mais de 80% do tempo em sono REM, um adulto jovem dorme 20% e uma pessoa de 70 anos dorme menos de 10%.

Close-up de um olho com elementos digitais azuis sobrepostos, representando a tecnologia do tratamento SLT.
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22.07.2026 .::. 3 min de leitura

SLT: mais uma tecnologia que pode mudar sua vida

Quer saber de uma ótima notícia? Então vem, a gente tem uma pra te contar!

Sabemos que o glaucoma é uma doença desafiadora e que, até o momento, não tem cura.

O seu principal tratamento é a aplicação de colírios que controlam a progressão da doença, porém, pode ser um método que apresenta certas falhas, como esquecer de pingar o colírio na hora certa ou até mesmo usar a dose errada.

A boa notícia é que existe mais uma forma de controlar o glaucoma de maneira mais prática: o SLT!

O que é?

O Trabeculoplastia Seletiva a Laser (SLT) é o mais um procedimento a laser para o controle do glaucoma, diminuindo a pressão intraocular a um nível seguro.

Com essa tecnologia, é possível prevenir ou reduzir o dano causado pelo glaucoma, evitando a cegueira irreversível.

Como funciona?

O SLT é um laser aplicado de forma não invasiva, ou seja, a cirurgia é realizada sem cortes.

O procedimento transforma a área que drena o líquido ocular, aumentando sua permeabilidade e assim diminuindo a pressão interna do olho.

Qual a vantagem?

Além de ser uma das técnicas mais modernas, o procedimento:

– Não é invasivo

– Desconforto mínimo

– Apresenta rápida recuperação

– Pode reduzir a necessidade do uso de colírios

Como funciona o pós-operatório?

O paciente não precisa ficar internado ou evitar suas atividades diárias, pois a visão não tem alteração importante da visão.

A sensação de areia nos olhos pode também aparecer, mas dura poucos dias.

Em relação a medicação, o especialista dará a indicação correta para cada caso e cada paciente, assim como o tempo de retorno na consulta.

Quais os requisitos?

O SLT pode ser realizado como:

– Tratamento inicial, em algumas formas de glaucoma de ângulo aberto

– Tratamento inicial, em algumas formas de hipertensão ocular

– Pacientes que desejam diminuir a frequência e quantidade de uso de colírio

– Pacientes que não apresentaram resultados satisfatórios com outro tratamento

– Caso você não faça parte de um dos grupos mencionados, fique tranquilo!

– Converse com seu oftalmologista sobre a possibilidade de realizar o SLT, para avaliação.

Quanto tempo dura? É preciso refazer?

A cirurgia não dura para sempre, mas os resultados podem durar por alguns anos.

Por utilizar uma quantidade baixa de energia, o laser pode ser reaplicado quando seu efeito for diminuído.

Mas atenção!

Essa decisão, de refazer a cirurgia, deve ser tomada em conjunto com o especialista após a realização dos exames necessários.

Ainda precisarei do colírio?

Depende.

Os resultados do SLT não são iguais para todos os pacientes, por isso, a decisão de outros medicamentos que serão aplicados ou não, dependerão da indicação do oftalmologista.

Invista na opção que trará mais praticidade e segurança para você manter sua saúde ocular da melhor maneira.

Aqui no H.Olhos você realiza sua cirurgia a laser SLT com os melhores especialistas.

Estamos prontos para te receber e estar presente nessa mudança de vida!

RT: Dr. Ivan Corso Teixeira – CRM/SP 135997 – RQE 43583