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Publicação: 18.08.2026 .::. Atualização: 18.08.2026 6 min. de leitura

Vista embaçada pode ser sinal de catarata, uma das principais causas de perda de visão

Pessoas com idade acima de 60 anos são as mais afetadas pela doença. Entre os sinais mais comuns estão a dificuldade para ler, dirigir e reconhecer rostos. Ao notar esses sintomas, é fundamental procurar o oftalmologista para uma avaliação.

Homem idoso com barba grisalha esfrega os olhos cansados e segura os óculos, sinal de vista embaçada que pode indicar necessidade de cirurgia de catarata

Quem nunca ouviu um familiar mais velho dizer que “a vista já não é mais a mesma?” Muitas vezes, essa frase esconde um problema mais específico do que apenas o avanço da idade: a catarata. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata está entre as principais causas de perda de visão no mundo. A boa notícia é que existe uma solução eficaz para lidar com essa condição: a cirurgia de catarata. 

Mas, afinal, por que a catarata representa um risco tão significativo para a visão? A resposta está em uma estrutura pequena, porém indispensável: o cristalino. Localizado atrás da íris (a parte colorida do olho), ele funciona como uma lente natural, responsável por concentrar a luz na retina e formar as imagens que o cérebro reconhece. Quando essa função é comprometida, a capacidade de enxergar com nitidez é diretamente afetada, o que explica por que a condição pode evoluir para perda severa de visão se não for tratada. 

Aos poucos, a visão vai ganhando um aspecto turvo, como enxergar através de um vidro embaçado ou de uma neblina que não vai embora. 

Essa alteração costuma surgir com mais frequência em pessoas acima de 60 anos e, quando não é acompanhada, tende a evoluir de forma progressiva. Na maioria dos casos, o processo está associado ao envelhecimento natural do olho, mas fatores como traumas oculares, uso prolongado de certos medicamentos e diabetes podem antecipar seu aparecimento. 

No dia a dia, os efeitos aparecem em tarefas corriqueiras que exigem cada vez mais esforço: dificuldade para ler uma mensagem no celular, dirigir à noite, assistir à televisão ou até reconhecer o rosto de alguém do outro lado da rua, o que pode comprometer a autonomia da pessoa e trazer reflexos emocionais além dos físicos. 

O diagnóstico precoce ajuda a identificar a doença antes 

Imagine dirigir em uma estrada com o para-brisa cada vez mais embaçado, sem perceber que o problema está no vidro, e não na estrada. É mais ou menos assim que a catarata costuma se instalar: devagar, até se tornar difícil de ignorar. 

Manter uma rotina de consultas com o oftalmologista, principalmente a partir dos 40 anos, ajuda a identificar o início dessas mudanças e permite que o médico avalie o momento mais adequado para o tratamento. 

O acompanhamento frequente também favorece a prevenção de quedas, acidentes e outras situações ligadas à perda de visão.

Os principais sintomas da catarata 

Prestar atenção aos sinais da doença ajuda a identificar o início do quadro antes que afete a sua qualidade de vida. Entre os mais comuns, estão: 

  • Visão turva ou embaçada, como se um véu estivesse à frente dos olhos; 
  • Sensibilidade à luz, principalmente à luz do sol ou aos faróis de carros durante a noite; 
  • Dificuldade para enxergar em ambientes escuros ou com pouca iluminação; 
  • Cores mais opacas ou com tom amarelado; 
  • Visão dupla em um dos olhos, mesmo mantendo o outro fechado.

Tratamentos disponíveis para a catarata 

Se o cristalino perdeu a transparência, não existe colírio ou óculos que devolva o brilho da lente natural. É aí que entra a cirurgia de catarata, que consiste em substituir o cristalino opaco por uma lente intraocular artificial. Existem diferentes técnicas cirúrgicas, cada uma adaptada à realidade de cada paciente. 

Cirurgia de facoemulsificação 

É o procedimento mais utilizado atualmente para tratar a doença. Nessa técnica, o cristalino opaco é fragmentado em pequenas partes por meio de ultrassom e, em seguida, aspirado do olho. Depois, uma lente intraocular é posicionada no lugar da estrutura removida. 

Cirurgia a laser femtosegundo 

Nessa técnica, o laser é utilizado para realizar incisões e fragmentar o cristalino opaco em partes menores, o que facilita sua remoção. Após a retirada da catarata, o oftalmologista posiciona uma lente intraocular transparente no lugar do cristalino. 

Antes do procedimento, o olho passa por um mapeamento com tecnologia 3D, que gera uma imagem detalhada de suas estruturas. Com base nesse mapa, o médico planeja o caso de forma personalizada. No laser, as aberturas seguem o formato e o tamanho definidos nesse planejamento. 

Lentes intraoculares 

Depois que a catarata é removida, é preciso colocar algo no lugar do cristalino, e é aí que entram as lentes intraoculares. Elas têm grau próprio e podem colaborar com a correção de outras alterações refracionais, como astigmatismo, miopia mais acentuada e hipermetropia. 

A escolha considera primeiro o grau que o paciente já possui e, em seguida, o tipo de lente mais indicado para a rotina de cada um. Entre as opções avaliadas estão as lentes trifocais, as lentes de foco estendido e as lentes monofocais. A definição costuma acontecer depois da bateria de exames pré-operatórios, junto com o oftalmologista. 

Etapas do pré-operatório  

Antes de qualquer decisão sobre a cirurgia de catarata, o olho passa por uma espécie de “checkup” completo. Durante essa fase de análise, são realizados exames oftalmológicos para verificar as condições da córnea e da retina. Exames clínicos também fazem parte do processo para observar a saúde geral do paciente e apoiar a decisão sobre o momento adequado para o procedimento. 

A avaliação pré-operatória também verifica sinais de inflamação na pálpebra. 

Na superfície ocular, o oftalmologista observa a lubrificação, a curvatura, a espessura e a qualidade das células internas da córnea. Essas informações orientam tanto os cuidados no pré quanto no pós-operatório. 

Particularidades do pós-operatório  

Quando os dois olhos precisam de tratamento, a cirurgia de catarata nunca acontece em ambos ao mesmo tempo. O procedimento costuma ser feito primeiro em um olho; depois de um período de recuperação, o segundo olho é operado. 

No período inicial após a cirurgia de catarata, alguns cuidados fazem diferença na recuperação. Para reduzir o risco de infecção, é necessário evitar aglomerações, o manuseio de materiais sujos e o contato direto com animais. Além disso, é recomendado evitar esforços físicos, como carregar peso e praticar atividades físicas, e da mesma forma, evitar dirigir. 

Novas avaliações podem ser feitas para observar a fibrose da cápsula, membrana que envolve a lente intraocular, além de acompanhar as condições da retina.

Cuidar da visão é um processo contínuo e merece acompanhamento especializado 

Conhecer os sinais da catarata é importante para identificar o momento certo de procurar um oftalmologista. A consulta é essencial para avaliar a saúde dos olhos e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. 

Com uma equipe de profissionais experientes e tecnologia de ponta, o H.Olhos realiza diagnósticos e tratamentos individualizados, acompanhando o paciente em todas as etapas do cuidado, desde o diagnóstico até o pós-operatório.   

Publicado por Marília Gabriela da Silva

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Sete em cada 74 mil bebês nascem com a Síndrome do olho de gato, uma doença hereditária extremamente rara na área da oftalmologia. Esta é apenas uma das inúmeras doenças incomuns que podem afetar o olho. A Dra. Tania Aleksandra Gomes da Silva, que integra o corpo clínico da CERPO, relaciona cinco doenças que a maioria das pessoas nunca ouviu falar.

OLHOS VERMELHOS NOS ALBINOS

O albinismo é uma doença genética, caracterizada pela produção insuficiente ou falta de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele, cabelo e olhos. Como uma pessoa albina apresenta a falta desse pigmento na íris (a parte colorida do olho), os olhos podem ser azuis ou cinzas muito pálidos. A falta de melanina também pode fazer com que a íris fique transparente o suficiente para permitir que os vasos sanguíneos apareçam, dando a impressão de que os olhos são vermelhos ou rosas. Além de causar fotofobia (sensibilidade à luz), a ausência de melanina também provoca outras doenças oculares, tais como: deficiência visual (miopia e hipermetropia e baixa visão); astigmatismo; estrabismo e nistagmo – movimento rápido dos olhos. Não existe um tratamento definitivo para o albinismo.

HETEROCROMIA OCULAR

A heterocromia ocular é definida como uma anomalia genética na qual o indivíduo apresenta olhos de cores distintas, ou duas cores em um mesmo olho. Rara em humanos, essa condição afeta 11 em cada 1.000 pessoas na América. Há três tipos diferentes de heterocromia do olho: completa (cada olho de uma cor), setorial (duas cores diferentes na mesma íris, sendo uma predominante) e central (dois ou mais “círculos” de cores diferentes na mesma íris). Embora o elemento genético esteja relacionado a essa condição, na maioria dos casos, outros fatores podem levar à heterocromia, como a síndrome de Waardenburg, que gera surdez e incita essa alteração. Mais comumente, lesões ou derrames podem acarretar modificações na quantidade de melanina presente na retina, provocando a anomalia. Não existe tratamento específico, contudo, lentes de contato podem ser usadas para equiparar as cores.

SÍNDROME DO OLHO DE GATO

O termo “olho de gato” está relacionado à semelhança com o olho de um felino. Porém, nem todos os portadores da síndrome apresentam a má formação ocular. Também conhecida por Coloboma Ocular, é uma doença hereditária (o portador herda material genético de um dos pais) associada ao cromossomo 22. Extremamente rara, com estimativa de prevalência de 7/74.000 nascimentos, ela surge, geralmente, no período neonatal (após o nascimento) ou na infância. O diagnóstico é feito por meio de testes genéticos, podendo ser confirmado, inclusive, na fase pré-natal. Além dos olhos, essa síndrome também pode afetar a epiderme junto das orelhas, no ânus, no coração e nos rins, além de trazer déficits cognitivos. 

PARALISIAS OCULOMOTORAS

Quando a condução dos impulsos nervosos, que movimentam os músculos extraoculares, se encontra alterada, a contração muscular é prejudicada. Se a interrupção do fluxo nervoso é total, sem movimento no campo de ação do músculo afetado, estabelece a presença de uma paralisia. A origem pode ser congênita ou após traumatismos (cranianos ou orbitários), acidentes vasculares (hipertensão, diabetes), processos inflamatórios (celulite, meningite), ou compressivos (tumor, aneurisma). Além disso, podem ter origem em doenças do próprio músculo (miastenia). Dos tipos de paralisia ocular, a mais comum é a Paralisia de Bell, que consiste em uma anomalia do nervo facial, ocasionando uma abrupta debilidade ou paralisia dos músculos de um lado da face.

POLICORIA

Condição das mais raras, ocorre quando a pessoa apresenta várias pupilas na mesma íris de um dos olhos, sendo que cada uma delas é envolta por músculos esfincterianos independentes. A causa mais comum é de origem hereditária, presente na Síndrome de Axenfeld Rieger, geralmente, ou adquirida em casos de traumatismos oculares, com a formação de pseudopupilas. O tratamento pode ser feito por meio de um planejamento cirúrgico para a confluência das pupilas ou com o uso de lentes de contato de colorações específicas.

Dúvidas frequentes sobre a cirurgia de catarata 

Este FAQ reúne respostas com base no conteúdo acima, esclarecendo dúvidas comuns sobre a cirurgia de catarata e o cuidado com a visão.

Quais os sintomas de catarata? 

Os principais sinais são visão turva, sensibilidade à luz, dificuldade para enxergar à noite ou em ambientes com pouca iluminação, cores mais opacas ou com tom amarelado. Os sintomas costumam ser discretos no início e se intensificam aos poucos, por isso consultas oftalmológicas regulares ajudam a identificar o quadro precocemente.  

Quando fazer a cirurgia de catarata? 

Não existe um grau único que determine o momento ideal para todos os pacientes. A indicação depende de como a opacidade do cristalino afeta atividades como leitura, direção e reconhecimento de rostos. Essa avaliação oftalmológica considera exames de córnea, retina e saúde geral, além do impacto da catarata na rotina do paciente.

A recuperação da cirurgia de catarata costuma ser tranquila? 

Sim, mas no período inicial após a cirurgia de catarata, alguns cuidados fazem diferença na recuperação. Para reduzir o risco de infecção, é necessário evitar aglomerações, o manuseio de materiais sujos e o contato direto com animais. Além disso, é recomendado evitar esforços físicos, como carregar peso e praticar atividades físicas, e da mesma forma, evitar dirigir.

Dá para operar os dois olhos de catarata ao mesmo tempo? 

Não. A cirurgia de catarata nunca é realizada nos dois olhos no mesmo dia. Primeiro se opera um olho, aguarda-se o período de recuperação, e depois o segundo olho é avaliado e operado em outra etapa, conforme orientação do médico responsável pelo acompanhamento.

Quais exames são feitos antes da cirurgia de catarata? 

O pré-operatório inclui exames que avaliam córnea, retina e qual lente intraocular combina com cada caso, além de exames clínicos gerais, incluindo o coração. Também são verificadas alterações de pressão e a qualidade da superfície ocular, orientando os cuidados no pós-operatório.

Existe cura sem cirurgia de catarata?

Não existe colírio ou óculos capazes de devolver a transparência do cristalino, o que torna a cirurgia de catarata o único caminho eficaz para tratar a doença.  

Com isso, a escolha da técnica cirúrgica (facoemulsificação ou por laser de femtossegundo) e do tipo de lente intraocular deve ser feita em conjunto com o oftalmologista, considerando o grau da catarata, o estilo de vida do paciente e outras condições oculares associadas.

Onde fazer a avaliação para cirurgia de catarata? 

O primeiro passo é agendar uma consulta oftalmológica para avaliação da saúde ocular e exames necessários. 

O H.Olhos se destaca como uma referência no tratamento da catarata, com equipe multidisciplinar que acompanha o paciente do diagnóstico ao pré e pós-operatório, orientando cada passo de forma personalizada. Agende uma avaliação através do nosso site.