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Holhos

Publicação: 22.07.2026 .::. Atualização: 23.07.2026 3 min. de leitura

Conjuntivite X coronavírus

Close-up de um homem branco com os olhos vermelhos e irritados, ao lado de ilustrações do coronavírus e da pergunta "CONJUNTIVITE PODE SER SINAL DE CORONAVÍRUS?".

Foi divulgado recentemente pela Academia Americana de Oftalmologia (AAO) um alerta para toda a comunidade médica sobre um sintoma raro, que pode estar associado ao novo coronavírus e tem passado despercebido, a conjuntivite.

Assim como o nariz e a boca, os olhos podem ser um ponto de entrada para o coronavírus infectar uma pessoa e relatórios sugerem que o vírus COVID-19 pode causar uma conjuntivite folicular leve, comum em outras causas virais, e possivelmente pode ser transmitida pelo contato.

Outro dado que chamou a atenção dos especialistas e reforça a afirmação dos sintomas oftalmológicos relacionados ao COVID-19 foi um estudo, publicado no Journal of Virology, que analisou 30 pacientes com Covid-19 na China e descobriu que um paciente tinha conjuntivite, enquanto os outros 29 apresentava o coronavírus nas secreções oculares.

Para ajudar na contenção do vírus, e sendo ponto de muita atenção para todos os nossos oftalmologistas e orientações da chefia, a higienização de aparelhos e toda área de atendimento tem sido reforçada. A AAO diz que o vírus que causa o Covid-19 provavelmente é suscetível aos mesmos desinfetantes à base de álcool e alvejantes que os oftalmologistas comumente usam para desinfetar instrumentos oftalmológicos e móveis de escritório, portanto, não se preocupe, estamos tomando todos os cuidados necessários.

Para os usuários de lentes de contato a sugestão é que as troquem por óculos, por enquanto, para impedir o contato desnecessário das mãos com os olhos.

Para os usuários de óculos, a orientação é para que os higienizem frequentemente com água e sabão.

Para os pacientes comuns, evitem o contato das mãos com a área do rosto, cuidado especial para olhos, nariz e boca.

A AAO ressalta que as descobertas são preliminares e que a conjuntivite é um sintoma raro em comparação com outros sintomas como tosse seca, febre e falta de ar.

Devemos observar que se trata de uma doença ainda pouco conhecida e suas manifestações estão sendo avaliadas e reconhecidas dia a dia, portanto se atente aos sintomas oculares.

Mas caso você apresente algum dos sintomas de conjuntivite:

  • Ardência;
  • Coceira;
  • Embaçamento da visão;
  • Inchaço das pálpebras;
  • Lacrimejamento;
  • Olho vermelho;
  • Secreções;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Sensibilidade à luz.

Direcione-se ao pronto-socorro do Grupo H.Olhos, informe a recepcionista e utilize a máscara de proteção.

Publicado por Editorial

Conteúdos em foco

Veja como o daltonismo age no organismo e quais são os principais tipos e sintomas da condição.
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22.07.2026 .::. 2 min de leitura

Tipos de daltonismo: saiba como a doença age

O daltonismo dificulta o bom funcionamento de nossa vista e impede a distinção de algumas cores

Imagina entrar na loja para comprar uma roupa e não conseguir distinguir as cores? Imaginou? Pois saiba que esta é apenas uma das dificuldades diárias da pessoa com daltonismo.

A causa mais é por conta do distúrbio genético ligado ao cromossomo X. Entretanto, o daltonismo também pode ser provocado por danos físicos ou químicos e pela senilidade.

Costuma ser mais frequente na população masculina, e se caracteriza por anomalias nos cones, células especiais da retina, responsáveis por absorver as cores.

Quais são os tipos de daltonismo?

Há três tipos de daltonismo. O mais raro é o acromático, quando a pessoa enxerga apenas preto, branco e cinza.

No dicromático, entre as cores vermelho, verde e azul, identifica duas delas, em qualquer combinação.

O mais comum é o tricromático. A pessoa que sofre com esse tipo de daltonismo tem uma leve dificuldade para distinguir as cores. As mais afetadas são vermelho, verde e azul, e suas diferentes tonalidades.

Segundo o Dr. Danilo Andriatti Paulo, especialista em glaucoma e neuro-oftalmologia do H.Olhos – Hospital de Olhos Paulista, 99% dos daltônicos tricromáticos apresentam baixa percepção entre vermelho e verde, e os outros, entre azul e amarelo. “A ausência de percepção de todas as cores é rara, e também existe o daltonismo em um olho só”.

Diagnóstico do Daltonismo – Teste de Ishihara

Desenvolvido em 1917, o Teste de Ishihara é um dos mais utilizados para o diagnóstico da doença.

São apresentados ao paciente diversos cartões pontilhados com várias cores, de tonalidades diferentes, e um número no centro. “Se não reconhecer o número, feito com o contraste de vermelho e verde, por exemplo, ele é daltônico para estas cores”, explica o especialista.

Embora sem cura definitiva, o daltonismo pode ser tratado, e suas consequências, minimizadas.

“Existem óculos com filtros especiais que ajudam a destacar a cor que falta ao daltônico, ajudando-o a enxergar normalmente”, afirma o Dr. Andriatti Paulo.

É válido destacar que o diagnóstico deve ser feito por um profissional.

Bebê branco, vestido de vermelho, esfrega os olhos com as duas mãos, em imagem relacionada a doenças oculares em crianças. No canto inferior esquerdo, aparece o logotipo "H.Olhos".
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22.07.2026 .::. 3 min de leitura

Fique atento veja os perigos das doenças oculares em crianças

Estrabismo, ambliopia e erros refrativos, como  miopia e astigmatismo, são as doenças oculares mais comuns em crianças na fase escolar, além de alergias e conjuntivites sazonais. No entanto, podem ser corrigidas, e até revertidas, garantindo o desenvolvimento escolar, social e o bem-estar dos pequenos. Na maioria dos casos, é possível identificar algum problema, simplesmente, observando o comportamento deles.

O que dizem os especialistas sobre doenças oculares em crianças?

Segundo o Dr. Fabio Pimenta de Moraes, especialista em oftalmopediatria e estrabismo do H.Olhos – Hospital de Olhos, o desenvolvimento visual acontece com maior intensidade até os 5 anos, e se completa por volta dos 7, 8.

Por isso, é importante os pais ou responsáveis levarem as crianças periodicamente ao oftalmologista.

“Nesta fase, o alerta é para o estrabismo, que facilmente pode ser notado. O problema se caracteriza pelo desequilíbrio na função dos músculos oculares, e causa um desalinhamento dos eixos visuais”.

O tratamento inicial envolve determinar e corrigir o grau de refração, podendo incluir o uso de tampão, e deve acontecer logo que for diagnosticado.

Se não for tratado, o estrabismo afeta o desenvolvimento correto da visão, privando a criança da capacidade de visão binocular (3D), e gerando a ambliopia, conhecida popularmente como olho preguiçoso.

Entre os 8 e os 14 anos, a miopia, caracterizada pela dificuldade para enxergar objetos distantes, e o astigmatismo, para enxergar de perto e de longe, são as doenças oculares mais perigosas para as crianças.

O médico explica: “Diferentemente do estrabismo, os erros de refração não são tão evidentes. Contudo, se a criança se aproxima ou se afasta dos objetos, aperta os olhos para enxergar melhor, ou mesmo se desinteressa pelas atividades usuais, um especialista deve ser consultado”, destaca.

Baixo rendimento escolar, atraso no aprendizado, desatenção e dificuldades para se enturmar são outros comportamentos que sugerem problemas na visão. Por fim, ele completa “Crianças com dificuldades visuais podem estar nos extremos, desde timidez até hiperatividade”, alerta o Dr. Fábio Pimenta de Moraes.

Atenção à limpeza dos ambientes

No caso de alergias, os sintomas são mais claros.

Fique atento!

Os olhos ficam vermelhos, inchados, com secreção e coçam. Para livrar as crianças de doenças oculares, evite:

  • Excesso de tecidos que acumulem poeira, como cortinas, carpetes e bichos de pelúcia;
  • Forrar os travesseiros com capas impermeáveis;
  • Manter os ambientes fechados, ou seja, com pouca circulação de ar;
  • Animais domésticos dentro de casa, especialmente aqueles que soltam muitos pelos.

Qualquer que seja o caso, o oftalmologista deve ser procurado. “Não havendo nenhuma suspeita, recomenda-se uma consulta aos 6 meses e, depois, anualmente. O importante é saber que a prevenção e o tratamento precoce garantem o desenvolvimento visual mais adequado”, conclui o Dr. Fabio Pimenta de Moraes.

Ficou claro os perigos das doenças oculares para crianças? Então coloque em prática as dicas agora mesmo!