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Publicação: 22.07.2026 .::. Atualização: 23.07.2026 2 min. de leitura

Tipos de daltonismo: saiba como a doença age

Veja como o daltonismo age no organismo e quais são os principais tipos e sintomas da condição.

O daltonismo dificulta o bom funcionamento de nossa vista e impede a distinção de algumas cores

Imagina entrar na loja para comprar uma roupa e não conseguir distinguir as cores? Imaginou? Pois saiba que esta é apenas uma das dificuldades diárias da pessoa com daltonismo.

A causa mais é por conta do distúrbio genético ligado ao cromossomo X. Entretanto, o daltonismo também pode ser provocado por danos físicos ou químicos e pela senilidade.

Costuma ser mais frequente na população masculina, e se caracteriza por anomalias nos cones, células especiais da retina, responsáveis por absorver as cores.

Quais são os tipos de daltonismo?

Há três tipos de daltonismo. O mais raro é o acromático, quando a pessoa enxerga apenas preto, branco e cinza.

No dicromático, entre as cores vermelho, verde e azul, identifica duas delas, em qualquer combinação.

O mais comum é o tricromático. A pessoa que sofre com esse tipo de daltonismo tem uma leve dificuldade para distinguir as cores. As mais afetadas são vermelho, verde e azul, e suas diferentes tonalidades.

Segundo o Dr. Danilo Andriatti Paulo, especialista em glaucoma e neuro-oftalmologia do H.Olhos – Hospital de Olhos Paulista, 99% dos daltônicos tricromáticos apresentam baixa percepção entre vermelho e verde, e os outros, entre azul e amarelo. “A ausência de percepção de todas as cores é rara, e também existe o daltonismo em um olho só”.

Diagnóstico do Daltonismo – Teste de Ishihara

Desenvolvido em 1917, o Teste de Ishihara é um dos mais utilizados para o diagnóstico da doença.

São apresentados ao paciente diversos cartões pontilhados com várias cores, de tonalidades diferentes, e um número no centro. “Se não reconhecer o número, feito com o contraste de vermelho e verde, por exemplo, ele é daltônico para estas cores”, explica o especialista.

Embora sem cura definitiva, o daltonismo pode ser tratado, e suas consequências, minimizadas.

“Existem óculos com filtros especiais que ajudam a destacar a cor que falta ao daltônico, ajudando-o a enxergar normalmente”, afirma o Dr. Andriatti Paulo.

É válido destacar que o diagnóstico deve ser feito por um profissional.

Publicado por Editorial

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22.07.2026 .::. 5 min de leitura

Alergias e infecções nos olhos: 8 dicas para evitar o problema

Especialista do H.Olhos – Hospital de Olhos orienta sobre cuidados básicos que fazem a diferença para manter a saúde dos olhos

Os olhos são responsáveis por traduzir para o cérebro cerca de 80% das informações que recebemos, transformando a luz emitida pelos objetos em uma imagem nítida na retina. Por isso é importante o acompanhamento oftalmológico para evitar alergias e infecções nos olhos.

A Dra. Luciana Olivalves, especialista em córnea e doenças oculares externas do H.Olhos – Hospital de Olhos, elenca oito dicas, que fazem a diferença no zelo com os olhos, evitando alergias e infecções. Confira!

1. Mantenha os cílios e pálpebras limpas

Poucas pessoas se atentam à higienização dos cílios e das pálpebras. É preciso limpá-los com soluções específicas ou com xampu neutro diluído em água morna.

Sem essa higienização, a oleosidade em excesso, produzida pelas glândulas da borda palpebral, acumulará gordura, levando à obstrução das glândulas (hordéolo/terçol), evaporação da lágrima (olho seco evaporativo) e aumento do número de bactérias.

2 Tome cuidado com maquiagem

A maquiagem é feita para embelezar, porém, sem removê-la com produtos adequados, pode obstruir as glândulas da margem palpebral.

Além disso, pode gerar inflamação local, irritação da conjuntiva e da córnea, ou seja, aumentando o risco de alergias e infecções nos olhos e nas áreas próximas.

3. Lave bem as mãos

As mãos são portas para bactérias, vírus e outras substâncias que podem causar irritaçōes, alergias e quadros infecciosos.

Lavar as mãos com frequência e evitar colocá-las nos olhos são medidas importantes para prevenir doenças.

4. Não utilize colírio sem indicação médica

A automedicação é um erro que em muitos casos pode levar a complicações severas. O uso indiscriminado de colírios provoca problemas, como:

  • conjuntivite química;
  • ceratite medicamentosa;
  • aumento da pressão intraocular;
  • catarata;
  • olho vermelho crônico por efeito rebote (causado por colírios contendo vasoconstritores).

Os lubrificantes oculares ou lágrimas artificiais podem ser usados no dia a dia, preferencialmente, os sem conservantes.

5. Não compartilhe objetos pessoais

Ao compartilhar objetos pessoais, doenças como conjuntivites virais e bacterianas podem ser transmitidas.

Não se deve usar objetos de outras pessoas, como toalha de rosto, maquiagem e até mesmo colírios, pois favorecem o contágio.

6. Evite água boricada e soro fisiológico

A água boricada não deve ser usada nos olhos, pois contém ácido bórico em sua composição, o que pode causar alergias e ser um agravante  da inflamação.

O soro fisiológico, apesar de se parecer mais com a lágrima, contém sal (sódio), podendo ser uma fator irritativo aos olhos já inflamados.

O ideal é usar água mineral ou filtrada, além dos colírios lubrificantes.

7. Atenção às lentes de contato

Usuários de lentes de contato devem redobrar o cuidado, pois, em caso de descuido,  podem ser infectados pelo protozoário Acanthamoeba, encontrado na água da torneira, no soro fisiológico e no estojo das lentes, quando não armazenadas  e cuidadas adequadamente.

Esse protozoário pode gerar ceratite, que, normalmente, demanda tratamento de no mínimo seis meses, além de reduzir significativamente a visão do paciente.

Além de lavar bem as mãos, higienizar e guardar corretamente as lentes em soluções adequadas, é preciso trocá-las no tempo correto. Por isso, siga sempre as orientações do seu oftalmologista e do fabricante. O uso prolongado e o costume de dormir com as lentes elevam os riscos de infecção e de intolerância em longo prazo.

Para diminuir os riscos, há produtos específicos para higiene das lentes, que eliminam bactérias, fungos e protozoários.

8. Óculos são de uso individual

Os óculos devem se encaixar anatomicamente ao rosto e aos olhos, funcionando como proteção a qualquer exposição.

Para quem gosta de nadar, por exemplo, os óculos devem ter uma vedação adequada, impedindo o contato dos olhos com a água, mas sem gerar pressão no globo ocular.

Os óculos escuros, por outro lado, são um aliado contra o sol. O acessório deve filtrar entre 99% e 100% de toda a radiação UV (abaixo dos 400 nm), filtrar a radiação azul (entre 400 e 500 nm) e cobrir a região ao redor dos olhos.

Além disso, os óculos escuros auxiliam no combate ao envelhecimento da pele das pálpebras. Entretanto, é importante ressaltar que produtos de procedência duvidosa, sem garantia e nota fiscal, não devem ser utilizados.

É fácil evitar alergias e infecções nos olhos?

A resposta é sim! Ao menos de acordo com a especialista da H.Olhos, Dra. Luciana Olivalves.

“Essas são dicas simples, mas eficientes para prevenir as alergias e infecções nos olhos. Contudo, uma visita anual ao oftalmologista é imprescindível, sejam crianças, adultos ou idosos.”, finaliza a profissional.

Menina negra dorme abraçada a um bicho de pelúcia na cama, em imagem relacionada ao que acontece enquanto dormimos.
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22.07.2026 .::. 4 min de leitura

Sono: o que acontece enquanto dormimos?

O sono não é um período de plena tranquilidade para os olhos. Quando sonhamos, por exemplo, eles se movem rapidamente. O que mais acontece enquanto dormimos? 

O sono é uma das áreas mais jovens da ciência. Até a metade do século 20, os cientistas acreditavam que o cérebro se desligava totalmente, durante a noite, com o único objetivo de descansar. Hoje, sabemos que não é bem isso. Dormimos por três motivos: para economizar energia, para fazer a manutenção do corpo e para consolidar a memória. Como um elemento constituinte do corpo, os olhos também necessitam do sono e se beneficiam dele pelos mesmos motivos.

O sono é constituído de cinco estágios: 1, 2, 3, 4 e REM (sigla para Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos). “Normalmente, o sono começa no estágio 1 e passa pelos outros até atingir o sono REM, sendo que esse ciclo recomeça a cada 90-110 minutos. Em alguns estágios nosso corpo se movimenta, enquanto que em outros permanece completamente imóvel”, afirma o especialista do H.Olhos Paulista Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho. E acrescenta: “Nosso cérebro age de forma diferente em cada um dos estágios e alguns deles estão diretamente ligados à saúde da memória, concentração e até a problemas com estresse”.

Para entender melhor, Dr. Pedro esclarece o que acontece em cada estágio do sono:

Estágio 1: o sono é leve, a pessoa entra e sai do sono, podendo ser facilmente acordada. O movimento dos olhos e do corpo desacelera. Também pode-se experimentar o movimento espasmódico (contrações musculares repetidas) das pernas e de outros músculos. Este sono inicial, e os tais espasmos, podem causar as repentinas sensações de queda, que acordam a pessoa no susto.

Estágio 2: este estágio consome cerca de 50% do tempo de sono. O movimento dos olhos para, as ondas cerebrais (uma medida do nível de atividade do cérebro) se tornam mais lentas, o corpo esfria e os músculos começam a relaxar. Também há breves explosões de atividade cerebral associadas normalmente a espasmos musculares, chamadas de Fusos do Sono.

Estágio 3: primeira fase do sono profundo, quando há uma combinação de ondas cerebrais lentas, conhecidas como Delta, com ondas mais rápidas. Neste estágio pode ser muito difícil acordar uma pessoa e, se acordada, ela pode se sentir fraca e desorientada por vários minutos antes de recobrar plena consciência de seus arredores e ações.

Estágio4: é a segunda fase do sono profundo. O cérebro trabalha quase que exclusivamente com as ondas Deltas lentas — medições da atividade do cérebro normalmente associadas com o começo dos sonhos, ou seja, o descanso do cérebro das atividades do dia a dia. É muito difícil acordar alguém. Os dois estágios de sono profundo são importantes para a pessoa se sentir revigorada pela manhã. Portanto, se forem muito curtos, o sono não será satisfatório.

Sono REM: muito próximo da vigília, é quando acontecem os sonhos mais vívidos. Os olhos se movem rapidamente (Rapid Eye Movement), a atividade cerebral é semelhante a de quando se está acordado e o tônus muscular diminui consideravelmente. Neste estágio, o cérebro bloqueia os neurônios motores, conhecido como Paralisia do Sono, para que o corpo não obedeça as ordens sonhadas ou as encene. São cerca de 4 ou 5 períodos de REM, bem curtos no começo da noite e mais longos no final. É comum acordar por um curto período de tempo no fim de um acesso de REM. O tempo total de sono em REM dura de 90 a 110 minutos, por noite, para adultos. Quando acordadas, as pessoas se sentem, em geral, alertas, com maior índice de atenção ou mais dispostas e prontas para a atividade normal.

SAIBA MAIS:

Os estágios 1, 2, 3 e 4 são necessários principalmente para o descanso e relaxamento; também é quando ocorre a secreção do hormônio do crescimento, especialmente em crianças e adolescentes. Em geral, pessoas com problemas de insônia não conseguem passar do estágio 1 e aquelas com má qualidade de sono raramente completam o ciclo com o sono REM.

A quantidade relativa de sono REM diminui acentuadamente com a idade. Enquanto um bebê recém-nascido dorme mais de 80% do tempo em sono REM, um adulto jovem dorme 20% e uma pessoa de 70 anos dorme menos de 10%.