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Holhos

Publicação: 22.07.2026 .::. Atualização: 23.07.2026 3 min. de leitura

Fique atento veja os perigos das doenças oculares em crianças

Bebê branco, vestido de vermelho, esfrega os olhos com as duas mãos, em imagem relacionada a doenças oculares em crianças. No canto inferior esquerdo, aparece o logotipo "H.Olhos".

Estrabismo, ambliopia e erros refrativos, como  miopia e astigmatismo, são as doenças oculares mais comuns em crianças na fase escolar, além de alergias e conjuntivites sazonais. No entanto, podem ser corrigidas, e até revertidas, garantindo o desenvolvimento escolar, social e o bem-estar dos pequenos. Na maioria dos casos, é possível identificar algum problema, simplesmente, observando o comportamento deles.

O que dizem os especialistas sobre doenças oculares em crianças?

Segundo o Dr. Fabio Pimenta de Moraes, especialista em oftalmopediatria e estrabismo do H.Olhos – Hospital de Olhos, o desenvolvimento visual acontece com maior intensidade até os 5 anos, e se completa por volta dos 7, 8.

Por isso, é importante os pais ou responsáveis levarem as crianças periodicamente ao oftalmologista.

“Nesta fase, o alerta é para o estrabismo, que facilmente pode ser notado. O problema se caracteriza pelo desequilíbrio na função dos músculos oculares, e causa um desalinhamento dos eixos visuais”.

O tratamento inicial envolve determinar e corrigir o grau de refração, podendo incluir o uso de tampão, e deve acontecer logo que for diagnosticado.

Se não for tratado, o estrabismo afeta o desenvolvimento correto da visão, privando a criança da capacidade de visão binocular (3D), e gerando a ambliopia, conhecida popularmente como olho preguiçoso.

Entre os 8 e os 14 anos, a miopia, caracterizada pela dificuldade para enxergar objetos distantes, e o astigmatismo, para enxergar de perto e de longe, são as doenças oculares mais perigosas para as crianças.

O médico explica: “Diferentemente do estrabismo, os erros de refração não são tão evidentes. Contudo, se a criança se aproxima ou se afasta dos objetos, aperta os olhos para enxergar melhor, ou mesmo se desinteressa pelas atividades usuais, um especialista deve ser consultado”, destaca.

Baixo rendimento escolar, atraso no aprendizado, desatenção e dificuldades para se enturmar são outros comportamentos que sugerem problemas na visão. Por fim, ele completa “Crianças com dificuldades visuais podem estar nos extremos, desde timidez até hiperatividade”, alerta o Dr. Fábio Pimenta de Moraes.

Atenção à limpeza dos ambientes

No caso de alergias, os sintomas são mais claros.

Fique atento!

Os olhos ficam vermelhos, inchados, com secreção e coçam. Para livrar as crianças de doenças oculares, evite:

  • Excesso de tecidos que acumulem poeira, como cortinas, carpetes e bichos de pelúcia;
  • Forrar os travesseiros com capas impermeáveis;
  • Manter os ambientes fechados, ou seja, com pouca circulação de ar;
  • Animais domésticos dentro de casa, especialmente aqueles que soltam muitos pelos.

Qualquer que seja o caso, o oftalmologista deve ser procurado. “Não havendo nenhuma suspeita, recomenda-se uma consulta aos 6 meses e, depois, anualmente. O importante é saber que a prevenção e o tratamento precoce garantem o desenvolvimento visual mais adequado”, conclui o Dr. Fabio Pimenta de Moraes.

Ficou claro os perigos das doenças oculares para crianças? Então coloque em prática as dicas agora mesmo!

Publicado por Editorial

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Menina negra dorme abraçada a um bicho de pelúcia na cama, em imagem relacionada ao que acontece enquanto dormimos.
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22.07.2026 .::. 4 min de leitura

Sono: o que acontece enquanto dormimos?

O sono não é um período de plena tranquilidade para os olhos. Quando sonhamos, por exemplo, eles se movem rapidamente. O que mais acontece enquanto dormimos? 

O sono é uma das áreas mais jovens da ciência. Até a metade do século 20, os cientistas acreditavam que o cérebro se desligava totalmente, durante a noite, com o único objetivo de descansar. Hoje, sabemos que não é bem isso. Dormimos por três motivos: para economizar energia, para fazer a manutenção do corpo e para consolidar a memória. Como um elemento constituinte do corpo, os olhos também necessitam do sono e se beneficiam dele pelos mesmos motivos.

O sono é constituído de cinco estágios: 1, 2, 3, 4 e REM (sigla para Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos). “Normalmente, o sono começa no estágio 1 e passa pelos outros até atingir o sono REM, sendo que esse ciclo recomeça a cada 90-110 minutos. Em alguns estágios nosso corpo se movimenta, enquanto que em outros permanece completamente imóvel”, afirma o especialista do H.Olhos Paulista Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho. E acrescenta: “Nosso cérebro age de forma diferente em cada um dos estágios e alguns deles estão diretamente ligados à saúde da memória, concentração e até a problemas com estresse”.

Para entender melhor, Dr. Pedro esclarece o que acontece em cada estágio do sono:

Estágio 1: o sono é leve, a pessoa entra e sai do sono, podendo ser facilmente acordada. O movimento dos olhos e do corpo desacelera. Também pode-se experimentar o movimento espasmódico (contrações musculares repetidas) das pernas e de outros músculos. Este sono inicial, e os tais espasmos, podem causar as repentinas sensações de queda, que acordam a pessoa no susto.

Estágio 2: este estágio consome cerca de 50% do tempo de sono. O movimento dos olhos para, as ondas cerebrais (uma medida do nível de atividade do cérebro) se tornam mais lentas, o corpo esfria e os músculos começam a relaxar. Também há breves explosões de atividade cerebral associadas normalmente a espasmos musculares, chamadas de Fusos do Sono.

Estágio 3: primeira fase do sono profundo, quando há uma combinação de ondas cerebrais lentas, conhecidas como Delta, com ondas mais rápidas. Neste estágio pode ser muito difícil acordar uma pessoa e, se acordada, ela pode se sentir fraca e desorientada por vários minutos antes de recobrar plena consciência de seus arredores e ações.

Estágio4: é a segunda fase do sono profundo. O cérebro trabalha quase que exclusivamente com as ondas Deltas lentas — medições da atividade do cérebro normalmente associadas com o começo dos sonhos, ou seja, o descanso do cérebro das atividades do dia a dia. É muito difícil acordar alguém. Os dois estágios de sono profundo são importantes para a pessoa se sentir revigorada pela manhã. Portanto, se forem muito curtos, o sono não será satisfatório.

Sono REM: muito próximo da vigília, é quando acontecem os sonhos mais vívidos. Os olhos se movem rapidamente (Rapid Eye Movement), a atividade cerebral é semelhante a de quando se está acordado e o tônus muscular diminui consideravelmente. Neste estágio, o cérebro bloqueia os neurônios motores, conhecido como Paralisia do Sono, para que o corpo não obedeça as ordens sonhadas ou as encene. São cerca de 4 ou 5 períodos de REM, bem curtos no começo da noite e mais longos no final. É comum acordar por um curto período de tempo no fim de um acesso de REM. O tempo total de sono em REM dura de 90 a 110 minutos, por noite, para adultos. Quando acordadas, as pessoas se sentem, em geral, alertas, com maior índice de atenção ou mais dispostas e prontas para a atividade normal.

SAIBA MAIS:

Os estágios 1, 2, 3 e 4 são necessários principalmente para o descanso e relaxamento; também é quando ocorre a secreção do hormônio do crescimento, especialmente em crianças e adolescentes. Em geral, pessoas com problemas de insônia não conseguem passar do estágio 1 e aquelas com má qualidade de sono raramente completam o ciclo com o sono REM.

A quantidade relativa de sono REM diminui acentuadamente com a idade. Enquanto um bebê recém-nascido dorme mais de 80% do tempo em sono REM, um adulto jovem dorme 20% e uma pessoa de 70 anos dorme menos de 10%.